Eles estão presentes em todos os desktops, notebooks, netbooks e muitos eletrônicos que já estão aderindo à inteligência avançada para processamento de dados. Sim, estamos falando dos processadores, os responsáveis pela mágica que move o mundo de diversas formas.
Apesar de conhecermos um pouco sobre eles, o máximo que temos noção diz respeito à velocidade, ao modelo comercial, socket e detalhes que realmente são de alguma forma úteis no cotidiano. No entanto, como será que as fabricantes desenvolvem tais componentes? De onde vem o material utilizado para a construção de uma CPU? Quantas pequenas peças tem um processador?
Estas e outras perguntas serão respondidas neste artigo, que visa mostrar a alta complexidade da fabricação dos processadores, através da simplicidade das imagens, vídeos e respostas rápidas que preparamos para você. No entanto, antes de entrar nesses méritos, vale uma retrospectiva e uma observação especial nas curiosidades destes cérebros digitais.
Os átomos dos computadores
Você já deve conhecer o átomo. A menor partícula da matéria. Os processadores também possuem átomos, porém na construção dos processadores os cientistas não conseguem manipular elementos tão ínfimos. Sendo assim, o que consideramos como átomos são os transistores, pequenos componentes presentes em quaisquer aparelhos eletrônicos.
Basicamente, os transistores são os únicos componentes inteligentes na eletrônica (considerando apenas os de funções básicas). A diferença entre eles e os resistores, capacitores e indutores, está na tarefa executada. Enquanto os demais itens manipulam a energia elétrica de forma simples, os transistores aproveitam-na para funcionar como interruptores e amplificadores.
Apesar da complexidade do parágrafo acima, o importante é saber que quando em conjunto, muitos transistores podem realizar tarefas complexas (execução de aplicativos e jogos avançados). E é justamente por isso que eles existem em abundância nos processadores. Como você percebeu em nosso infográfico, os primeiros processadores já contavam com milhares de transistores. Os mais evoluídos passaram para os milhões. E os atuais chegam a bilhões.
E como cabe tudo isso dentro de um espaço tão pequeno? Bom, imagine o seguinte: se em uma caixa de fósforos podemos colocar 20 palitos grandes, na mesma caixa poderíamos colocar o dobro de palitos com a metade do tamanho. Assim acontece com os transistores, para colocar mais deles em um mesmo espaço, as fabricantes reduzem o tamanho. Aliás, reduzem muito!
A diminuição de tamanho é tão grande que nem sequer podemos ver a olho nu um transistor. Eles alcançam a casa das dezenas de nanômetro, ou seja, muito mais fino que um fio de cabelo. No entanto, não é só pelo tamanho que consideram os transistores como átomos dos processadores, mas principalmente pela função realizada. Assim como os átomos são fundamentais para quaisquer seres vivos, os transistores são essenciais para o funcionamento das CPUs.
Outro aspecto importante a comentar está relacionado ao formato. Enquanto um transistor comum, em geral, tem formato quadrado e três “pernas”, os transistores construídos com nanotecnologia perdem esta característica, parecendo-se muito mais com partículas. Bom, agora que já falamos dos transistores, vale assistir a um vídeo da AMD:
A primeira etapa: diagrama dos circuitos
Antes de começar a fabricação dos processadores, os projetistas e engenheiros criam o diagrama de circuitos. Este diagrama é uma espécie de desenho que vai determinar que peça ficará em determinada posição dentro de uma CPU. Tal tarefa exige conhecimento avançado, tanto sobre os componentes existentes para a fabricação quanto sobre as tecnologias que poderão ser utilizadas.
A diagramação dos circuitos é construída em diversos locais de maneira colaborativa. Muitos estudiosos sugerem opções para a geração de um diagrama funcional e que possa oferecer alternativas mais eficientes e viáveis. Nesta primeira etapa surge a arquitetura dos processadores.
Através de muita análise, os engenheiros decidem a quantidade de memória cache, os níveis de memória, a frequência, os padrões da CPU e detalhes específicos quanto ao modo como o chip principal vai utilizar a memória cache. Claro que, a diagramação vai muito além e em geral é um processo longo. Os engenheiros precisam planejar com muita antecedência a CPU, pois ela será comercializada alguns meses (ou até um ano) depois.
Começa a fabricação: da areia para o chip
Você já reparou na quantidade de areia que existe em uma praia? Então, ela não serve apenas para fazer castelinhos, pois também tem utilidade na fabricação dos processadores. É isso mesmo: a areia é o fundamento de uma CPU e, evidentemente, após muitas transformações ela passa a ser um elemento inteligente no seu computador.
A areia tem em sua constituição 25% de silício, que por sinal é o segundo elemento mais abundante em nosso planeta. E aí é que está o segredo dos processadores. A areia, propriamente dita, não serve para a construção, no entanto o silício é um cristal excelente.
De onde a areia é retirada? Nenhuma fabricante relata exatamente o local de obtenção, pois nem sempre elas buscam exatamente areia comum. Segundo informação da Intel, a matéria-prima de onde retiram o silício é o quartzo. Este mineral é rico em dióxido de silício (SiO2), material que realmente é a base de tudo.
Não seria possível construir com outro elemento? Com certeza! Inclusive existem transistores constituídos de outros elementos químicos (como o Gálio, por exemplo). Todavia, as indústrias, geralmente, optam pelo silício justamente pelo baixo custo e devido à abundância deste elemento.
O silício em seu estado mais puro
Para construir um processador não basta pegar um pouco de areia e apenas extrair o silício. A fabricação de uma CPU exige um nível de pureza perfeito, algo em torno de 99,9999999%. Isso quer dizer que a cada 1 bilhão de átomos, somente um não pode ser de silício. O silício é purificado em múltiplas etapas, para garantir que ele atinja a qualidade máxima.
Este processo de purificação é realizado através do derretimento do silício. Após atingir uma temperatura de altíssimo nível (superior ao nível de fusão), as impurezas deixam o silício isolado, de modo que o material esteja em sua forma mais natural. Ao realizar esta etapa, as fabricantes costumam criar um grande lingote (uma espécie de cilindro).
Wafers: o processador começa a tomar forma
Um lingote costuma pesar em média 100 kg, no entanto este cilindro não tem utilidade com o tamanho avantajado. Sendo assim, é preciso cortar o lingote em fatias, de modo que se obtenham pequenos discos de espessura reduzida (algo em torno de 1 mm).
Estes discos também são conhecidos como wafers. Eles possuem uma estrutura química perfeita e é onde os transistores serão encaixados posteriormente. Apesar de serem muito finos, eles não são muito pequenos. O tamanho varia conforme a fabricante, a Intel, por exemplo, utiliza wafers com 30 cm de diâmetro.
Segundo a Intel, a estratégia de utilizar discos maiores é útil para reduzir os custos de produção. Até porque, as duas maiores fabricantes de processadores (AMD e Intel) compram os wafers prontos. Após o corte dos wafers é necessário polir a superfície para obter faces tão brilhosas quanto um espelho.
Entrando nas “salas limpas”
Antes de dar continuidade ao nosso processo de construção, precisamos nos localizar. Tendo os wafers prontos, as fabricantes não podem deixar que nenhuma partícula de poeira chegue perto deles. Para isto é preciso ter um ambiente com higienização perfeita. Conhecidos como “salas limpas”, os laboratórios para fabricação de processadores são até 10 mil vezes mais limpos do que uma sala de cirurgia.
Para trabalhar em um ambiente como este é preciso utilizar trajes especiais. Os trajes são tão complexos que até mesmo os funcionários das fabricantes levam alguns minutos para vestir todos os acessórios apropriados para evitar contato com os wafers.
Inserindo o desenho no wafer
Agora que os discos de silício estão em um ambiente apropriado, é necessário aplicar o processo foto-litográfico. Este processo é que vai determinar o “desenho” principal do processador. Para a realização deste passo, as fabricantes aplicam um material foto-resistente ao wafer (o material varia conforme a empresa, a AMD demonstra com um material de cor vermelha, a Intel com um de cor azul).
Depois é aplicado luz ultravioleta para realizar a transferência do diagrama de circuitos (aquele comentado no começo do texto) para o wafer. A luz incide sobre o circuito (em tamanho grande), o qual reflete o desenho em uma lente. Esta lente vai diminuir o tamanho do circuito, possibilitando que a escala seja reduzida com perfeição para o tamanho necessário. Por fim, a luz refletida pela lente sobre o wafer fica gravada e pode-se dar continuidade ao processo.
As partes que foram expostas a luz ficam maleáveis e então são removidas por um fluído. As instruções transferidas podem ser usadas como um molde. As estruturas agora podem receber todos os minúsculos transistores.
Wafers prontos: hora de jogar os átomos
Depois que os wafers foram preparados, eles vão para um estágio onde as propriedades elétricas básicas dos transistores serão inseridas. Aproveitando a característica de semicondutor do silício, as fabricantes alteram a condutividade do elemento através da dopagem. Assim que os átomos estão dopados, eles podem ser “jogados” na estrutura do wafer.
Inicialmente, os átomos (carregados negativamente e positivamente, também conhecidos como íons) são distribuídos de maneira desordenada. No entanto, ao aplicar altas temperaturas, os átomos dopados ficam flexíveis e então adotam uma posição fixa na estrutura atômica.
Ligando tudo
Como cada estágio é realizado em uma parte diferente da fábrica, algumas partículas de poeira podem ficar sobre o processador. Sendo assim, antes de proceder é preciso limpar a sujeira depositada sobre o circuito.
Agora passamos ao próximo estágio da fabricação, em que o cobre é introduzido no processador. No entanto, antes de aplicar este elemento, uma camada de proteção é adicionada (a qual previne curtos-circuitos).
Cobre
Agora sim o cobre pode ser adicionado na estrutura do processador. Ele servirá para ligar bilhões de transistores. O cobre vai preencher os espaços que ficaram sobrando no wafer. Depois que tudo está devidamente ligado, temos circuitos integrados que vão agir em conjunto. Como a quantidade de cobre é adicionada em excesso, é preciso removê-la para que o wafer continue com a mesma espessura.
Detalhe: desde o começo da fabricação até a etapa atual, todas as etapas são acompanhadas com o auxílio de um microscópio de alta qualidade. Assim, os engenheiros visualizam as mínimas partes de cada transistor individualmente, o que garante a perfeição nos componentes internos do processador.
O processo para a criação de um wafer leva cerca de dois meses. No entanto, como um wafer comporta muitos chips, as fabricantes conseguem milhares de processadores em cada remessa de produção.
O último passo: o processador como conhecemos
Finalmente, um número absurdo de contatos é adicionado a parte contrária do wafer. O wafer será cortado em diversas partes para gerar vários processadores. No entanto, cada pedaço do wafer não é uma CPU, mas apenas um die – nome dado ao circuito principal.
O die é “colado” sobre uma base metálica, também conhecida como substrate. O substrate é a parte de baixo do processador e será a responsável por interligar os circuitos internos da CPU com os componentes da placa-mãe. Esta ligação é realizadas através de pinos metálicos – os quais serão encaixados no socket.
Outro componente semelhante a uma chapa metálica é colocado em cima do die. Este item é conhecido como heatspreader (espalhador de calor) e servirá como um dissipador. É no heatspreader que serão adicionados a logo da fabricante, o modelo do processador e futuramente será o local para aplicação da pasta térmica.
O processador chega a uma loja perto de você
Depois de juntar os três itens principais, o processador será testado mais uma vez – durante o processo de fabricação ele já foi testado diversas vezes. Caso os testes indiquem que tudo está normal, o produto será embalado.
Evidentemente, até este processo segue padrões rígidos, afinal todas as CPUs devem chegar com o mesmo padrão de qualidade até o consumidor. Muitos produtos serão enviados diretamente para montadoras, as quais já firmaram contratos prévios com as fabricantes. Outros serão encaixotados para a venda em lojas de informática.
Pronto para fabricar o seu?
Basicamente o processo de fabricação consiste nos passos apresentados neste artigo. É claro que não abordamos a inserção da memória cache, a fabricação dos transistores e adição de diversos componentes que vão nas CPUs.
Todavia, as próprias fabricantes não revelam muito sobre este assunto, justamente porque não veem necessidade de que os consumidores obtenham tais informações – além de que isto pode ajudar a cópia de métodos por parte das concorrentes.
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Empresa fabricante do Gorilla Glass publicou um vídeo em que mostra como será o futuro, com a ajuda da tecnologia.
Ao conferir as grandes novidades de feiras e lançamentos na área de tecnologia, você fica se perguntando: como será o futuro? Pois a Corning, empresa que fabrica vidros protetores de alta resistência, mostra qual a sua visão de como será a interação entre a humanidade e os eletrônicos, com a ajuda, obviamente, dos dispositivos que se utilizam da marca.
O vídeo se chama “A Day Made of Glass” (um dia feito de vidro) e mostra a rotina das pessoas em um futuro ainda não definido, mas que talvez esteja mais próximo do que se imagina. O grande foco está na usabilidade, uma vez que os dispositivos devem se integrar perfeitamente com o cotidiano das pessoas, em casa, no trabalho e no lazer.
É interessante notar que, de acordo com a empresa, os dispositivos touchscreens serão parte integrante da vida não apenas em computadores, mas também em celulares, espelhos, janelas, fogões, outdoors e muito mais.
Outro grande destaque do vídeo são as telas flexíveis, que devem tomar o lugar de telas rígidas em apresentações de trabalho e nos leitores digitais. A visão da Corning mostra ainda que os televisores com o Gorilla Glass continuarão a seguir a tendência do 3D, proporcionando cada vez mais a sensação de se estar no cinema no conforto da sua casa.
Para completar, os dispositivos móveis estarão ainda mais integrados e minimalistas, servindo não apenas para conversar com familiares, mas também para armazenar dados e conferir conteúdo. Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões.
O Firefox 4 nem mesmo saiu de sua versão Beta, mas a Mozilla já está desenvolvendo a quinta versão do navegador. Lançamento deve ocorrer ainda na primeira metade do ano.
A Mozilla anunciou na noite de ontem (16/02) que a versão final do navegador da raposa será adiada novamente. Segundo Jay Sullivan, vice presidente da Firefox Mobile, existem ainda 22 bugs a serem resolvidos no Firefox 4 Beta, fazendo com que o lançamento oficial da versão, que estava marcada para fevereiro, ocorra apenas no final de março. Sullivan ainda alerta que a versão final pode ser atrasada mais uma vez, caso a equipe encontre outros problemas considerados substanciais. A eliminação destes bugs não está ocorrendo tão rápido quanto a equipe da Mozilla esperava, porém, a versão 5 do navegador está marcada para aparecer até o final deste primeiro semestre. O projeto inclui mudanças na interface do programa e melhorias na navegação por abas. O que mais chama a atenção na atualização é a integração do browser com aplicativos web. Desta forma, a Mozilla pretende transformar o Firefox em um tipo de navegador dedicado a sites específicos. Ao acessar endereços com conteúdo interativo, a guia do site receberia as principais funções daquela página.
O sistema funcionaria da seguinte forma: caso o usuário esteja com o Twitter aberto, por exemplo, é possível criar um novo post sem a necessidade de abrir a página da rede social ou instalar qualquer add-on. Abas do Twitter receberiam ferramentas como “New Tweet”, “Direct Messages” e “Mentions”, enquanto o Facebook receberia “Events”, “Friends” e “News”. Alguns sites de conteúdo jornalístico também passam a contar com funções exclusivas possibilitadas pelo navegador, como o acesso rápido às principais notícias ou assuntos em destaque no momento. O sistema deriva do Prism, disponível no Mozilla Labs.
Atualização liberada para empresa elimina função de Execução Automática
Depois de muitos pedidos dos usuários e da grande quantidade de computadores infectados com vírus de pendrives a Microsoft resolveu eliminar a função “AutoRun” das versões mais antigas de seu sistema. Uma atualização liberada semana passada pela empresa de Bill Gates desabilitou de vez a função “Execução Automática” para dispositivos USB nos Windows 2000, XP e Vista . O objetivo é diminuir o número de vírus que se espalham por meio dos pendrives e outros aparelhos que utilizam as conexões USB das máquinas. Essa função de execução automática dos dispositivos já foi desabilitada para computadores que rodam o Windows 7, mas os usuários das versões antigas do sistema da Microsoft ainda sofriam com os aplicativos e vírus indesejados instalados automaticamente.
Com essa modificação nos Windows, a empresas de segurança alertam para o possível surgimento de pragas que se espalhem por meio das mídias físicas, como CSs e DVDs, uma vez que o “AutoRun” não foi desativos para elas, apenas para o USB. Especialistas também afirmam que não seria nenhuma novidade um novo surto de vírus causado por dispositivos portáteis, mesmo sem a “Execução Automática”. Isso porque os crackers podem utilizar-se da falsa sensação de segurança dos usuários e utilizar outras formas de disseminação dos vírus. Se você utiliza uma das versões do Windows citadas acima (2000, XP ou Vista), não deixe de fazer a atualização do seu sistema por meio do Windows Update.
Desvendando o bicho de sete cabeças da formatação.
(Demonstração do modo de formatação do Windows 7 criado pelo Baixaki)
Ao utilizar o computador durante alguns meses sem tomar as devidas precauções em relação à manutenção do sistema operacional, além dos cuidados necessários com vírus e programas semelhantes, podem acontecer erros muitas vezes irreversíveis ao Windows.
Em muitos casos, a única saída é formatar o computador. No entanto, muitos usuários acham que realizar essa tarefa é um verdadeiro bicho de sete cabeças, envolvendo um processo complexo e difícil de ser efetuado.
Este tutorial vai ensiná-lo a formatar o seu computador com segurança, dispensando serviços de terceiros, poupando um bom dinheiro com isso. No entanto, pode-se lançar mão de outro recurso antes de partir para a formatação.
Restauração do sistema
Se recentemente seu computador passou a apresentar falhas, em especial ao inserir ou remover algum programa, os problemas podem ser corrigidos através de uma restauração do seu sistema operacional, o que não apagará seus dados nem nada de importância para você.
Como fazer
1. Primeiro, clique no botão “Iniciar” e siga o caminho: Todos os programas > Acessórios > Ferramentas do sistema > Restauração do sistema;
2. Na nova janela, marque a opção “Restaurar o computador mais cedo”. Clique para avançar;
3. Escolha a data e o ponto de restauração (é recomendado selecionar uma data em que seu computador estivesse funcionando sem problemas);
4. Feche todos os aplicativos abertos e avance até que a restauração comece (seu computador será desligado e reiniciado automaticamente, o que pode levar alguns minutos extras).
Não resolveu o problema?
Se mesmo com a indicação acima os problemas continuarem a apresentar falhas, parece mesmo que a saída é formatar o computador. Antes de entrarmos no guia é interessante explicar um pouco mais sobre o que consiste o processo de formatação.
Conceito
Ao formatar o computador, você estará na realidade apagando todos os arquivos contidos no seu disco rígido, deixando-o “zerado”. Por esse motivo, vamos ensiná-lo a guardar seus arquivos importantes antes de limpar o HD.
Assim que o disco rígido estiver sem nenhum arquivo, será realizada uma nova instalação do Windows. Depois que ela for realizada com êxito, os drivers (aplicativos que fazem as principais funções do PC funcionarem) deverão ser instalados.
COMEÇANDO
Antes de mais nada, é necessário realizar os procedimentos para salvar arquivos, instaladores e demais executáveis de sua preferência, como músicas, aplicativos, vídeos, entre outros. O processo mais fácil, nesse caso, é gravá-los em CDs ou DVDs, sem realizar modificações no seu HD.
No entanto, para evitar que esse processo se repita sempre que você quiser formatar o computador, é interessante dividir o seu disco rígido em duas ou mais partes. Assim você pode manter seus arquivos de mídia e documentos na partição secundária, deixando apenas o Windows e seus programas instalados na principal.
Para aprender a particionar o disco rígido, acesse nosso tutorial referente ao tema. Há um guia completo de aplicativos simples que realizam a tarefa, além de um tutorial para dividir o HD no Windows Vista.
Programas essenciais
Vale lembrar que alguns instaladores devem ser guardados, como antivírus e programas do gênero de sua preferência. Além de tudo, é fundamental ter o instalador do Service Pack 2 no seu backup, o que deixará o Windows compatível com diversos softwares atualizados, evitando problemas.
Não se esqueça dos drivers!
Sem entrar em termos técnicos, drivers são pequenos aplicativos que fazem a ligação entre as partes física e virtual do seu computador. Ao instalar um driver de som, por exemplo, sua placa de som reconhece os dados executados no Windows, fazendo com que as caixinhas emitam o áudio corretamente.
Em alguns casos, ao comprar um computador, você poderá receber um CD com os drivers referentes à sua placa-mãe. Caso isso não aconteça, é necessário fazer uma cópia deles, o que fica mais fácil com alguns aplicativos interessantes.
DriverMax
Este pequeno aplicativo é muito importante na hora de realizar cópias dos seus drivers. Ao clicar no link de download do programa, leia sua descrição e instale-o, aguardando a listagem dos drivers, o que pode demorar alguns minutos.
Assim que ele terminar, você estará apto a utilizá-lo. Clique na opção indicada na figura para começar o backup. Depois, selecione todos os drivers e, logo em seguida, comece o processo. Na próxima janela, estipule a pasta em que os drivers serão salvos (lembre-se de salvar a pasta com os drivers em um DVD ou na partição criada no seu disco rígido, além, é claro, do instalador do DriverMax).
Comece a Formatar
Antes de mais nada, é necessário mexer em algumas configurações da sua placa-mãe para carregar o CD do Windows. Na maioria dos casos, basta teclar Delete ou F2 na primeira tela exibida para acessar as opções. Como existem vários modelos e marcas diferentes de hardware, siga os passos de forma semelhante aos exibidos no trecho abaixo:
1. Acesse a opção “Advanced BIOS Features”;
2. Na opção “First Boot Device”, deixe a opção indicada como CD-ROM;
3. Salve as mudanças antes de sair, através de algum atalho ou como na opção indicada.
Com as mudanças realizadas, ligue o computador e insira o CD do seu Windows XP nele. Antes de o sistema operacional começar, você verá a opção “Pressione qualquer tecla para iniciar do CD”. Clique em qualquer botão do teclado para que o disco de instalação seja carregado.
Aguarde alguns momentos até que a tela azul apareça, contendo os próximos passos da instalação. Siga as instruções abaixo para formatar o seu Windows XP:
1. Em “Bem vindo ao programa de instalação” (Welcome to Setup), tecle Enter para proseguir;
2. Na tela sobre o contrato de licença do Windows, tecle F8 para concordar com os termos descritos;
3. Duas opções aparecerão na tela. Tecle “Esc” para reinstalar o Windows XP;
4. Este é o menu com as partições. Caso você tenha criado uma nova partição para backup, lembre-se de não mexer nela neste momento;
5. Selecione a partição que contém o seu Windows e a exclua, com a tecla D. Confirme a exclusão com os comandos requeridos nas etapas que seguem;
6. Clique em “Espaço não particionado” e tecle Enter, para instalar o Windows neste local;
7. Escolha a opção “Formatar a partição utilizando o sistema de arquivos NTFS”, o que pode levar um bom tempo, dependendo da capacidade do seu disco rígido;
8. Aguarde a cópia dos arquivos e a reinstalação automática do sistema.
INSTALAÇÃO DO WINDOWS
Deixe que seu computador inicie normalmente (não clique para iniciar o sistema do CD como anteriormente) e siga os passos indicados nas primeiras janelas. Agora seu Windows estará acessível pelo mouse e pelo teclado, o que torna as coisas mais intuitivas.
A partir deste ponto, o próprio Windows XP lhe indicará os passos a serem seguidos, de um modo muito explicativo. Basta seguir todas as etapas corretamente e o programa terminará sua instalação em alguns minutos. Aguarde o término do processo e a última reinicialização, terminando de configurar o sistema operacional.
PRIMEIROS PASSOS COM O SISTEMA NOVO
Ao iniciar o Windows pela primeira vez, você deve instalar, primeiramente, os drivers do seu computador. Para isso, vá até a partição de backup ou insira o DVD com os arquivos importantes salvos, executando o instalador do DriverMax.
Agora, clique na opção “Importar Drivers”, selecionando a pasta salva com os aplicativos. Aguarde a instalação dos drivers e reinicie o seu computador para evitar eventuais problemas. Assim que ele iniciar novamente, instale o Service Pack 2, reiniciando-o novamente em seguida.
Dessa forma, seu computador estará novo em folha, com seu registro intacto e operando de maneira funcional, sem os problemas encontrados anteriormente. Tudo que resta a você é instalar os programas e aplicativos de sua preferência.
Considerações finais
Vale ressaltar que formatar um computador requer prática e é um processo um tanto quanto complicado para usuários iniciantes. Caso você esteja enfrentando dificuldades em realizar a tarefa, é interessante pedir ajuda para alguém que entenda melhor do assunto, ou, em último caso, de um técnico especializado.
Resumindo um pouco as coisas, é fundamental lembrar-se de salvar os arquivos importantes do computador antes de começar a formatação, pois, depois que ela começar, os dados do seu HD principal serão perdidos. Com calma e atenção, o bicho de sete cabeças da formatação será eliminado e você poderá economizar um bom dinheiro com isso.